
“Se o mundo nasceu de um acidente, de que é que serve a perfeição? Toda a perfeição que tentes é sempre inconsequente, a vida é a perfeita confusão… E tudo são coisas que acontecem…”
É bem verdade a lenga-lenga do Nuno Markl… Se tudo isto nasceu de uma explosão algures no tempo, onde somos apenas um grão de terra húmida que se espalhou pelo espaço, para quê a busca da perfeição, para quê ?!
Neste grão de terra húmida, a única coisa que se manifesta perfeita e equilibrada é a natureza, é óbvio. Tanto assim é que desde que a raça humana, esta raça cigana (apetece-me chamar raça cigana porque, na generalidade, só fazem é merda…) tem ameaçado tudo que é planta e animal que a natureza tem feito das suas… Vai-se vingando pouco a pouco… Reparem nos indonésios: é tsunamis, é sismos, e deve ser mais alguma coisa, mas estas duas chegam e bem! Ok, ok, há as crianças inocentes… De acordo. Eu só cá ando há meia dúzia de dias, mas pelo que reza a história sempre assim foi, paga o justo pelo pecador… Obviamente não sou insensível para com isso, mas por acaso acho que é a única falha da natureza… Quando uma comunidade de pessoas, um país, uma religião, a claque dos super-dragões, ou lá o que fosse, quando esta malta não soubesse conviver harmoniosamente, devia haver uma qualquer timina ou adenina, fosse lá o que fosse no nosso ADN que automaticamente tornava estes seres parvos (não há outro nome) estéreis. Sim, estéreis. Estéreis e sexualmente inaptos. Homens sem a dita pressão sanguínea aumentada, e as mulheres com dores nos rins por cada vez que abriam as pernas… Assim, estas pessoas não tinham direito à reprodução, ou seja, a paz imperava pois ninguém iria querer abdicar dos “prazeres” que a natureza proporciona, né?…. Talvez haja aqui algo hitleriano, mas eu prefiro chamar darwiniano… selecção das espécies!…
Agora pensando nos países ditos civilizados, repare-se no que a natureza trouxe… Depressões, stress, que levam a cada vez mais depressão e stress… As pessoas estão a chegar a um ponto mental crítico… basta abrirmos qualquer jornal, basta lermos os títulos… Mortes, crise, crise, mortos…. não passa disto… o que há a mais quase parece mentira e de desconfiar… é uma bola de neve… é um poço que vai ser difícil de sair…
Ninguém confia em ninguém, cada qual por si, e olhem lá o fulano que deixou a mulher, olhem lá a fulana que arranjou outro depois de se divorciar, olhem lá o casarão daqueles, parece que também andam metidos no pó, só pode!…
Será isto apenas em Portugal? É que se for torna isto ainda mais deprimente do que já é… torna mais deprimente porque vivemos cá e só dá vontade de sair e começar à chapada…
Sempre gostei da tecnologia, coisas novas e tudo mais… é engraçado. Mas apenas até um certo ponto.
O degredo da humanidade teve o seu maior acréscimo desde o século passado, altura em que a electricidade e tudo que é eléctrico começou a aparecer… Vivo da electricidade, foi nesta área que decidi laborar, mas sinto que este é o maior pau de dois bicos que existe!
Milhares de aparelhos são criados para “facilitar” a vida do homem… vai desde uma lâmpada ao mais moderno telemóvel… tudo facilita… aparentemente.
Repare-se, durante milhares de anos o ser humano teve tempo para pensar, pensava a longo prazo, começava a construir um mosteiro ou uma pirâmide para que tivesse pronta durante um reinado, um grande negócio podia demorar anos a fazer, plantava-se um pinhal para que as próximas gerações dele usufruissem, havia tempo, havia disponibilidade, havia força, havia também sacrifício e uma mentalidade mais forte…
Repare-se nas mudanças em menos de um século: queremos tudo para ontem, temos tudo rápido, temos tudo facilitado… mas estamos a perder a capacidade de pensar, estamos a perder a força, não temos qualquer capacidade de sacrifício (ai credo, sem telemóvel é que não saio de casa! – exemplo ridículo mas real), enfim….
Penso que se os monumentos que temos agora com alguns séculos de existência persistirem no tempo, as gerações que virão daqui a 500 anos irão continuar a admirar muito mais isso do que a porcaria que estamos agora a fazer… até porque o que fazemos agora não tem nada para admirar, prédios altos há em todo o sítio, e para mais os motivos da sua construção são que aquele arquitecto famoso (que levou um piparote bem cheio de massa) fez o projecto e porque aquela grande construtora conseguiu fazer a obra… Que história há nisto para recordar mais tarde??
Sei lá!…..
Como diria o nosso caro Albert, mais conhecido por Einstein, “Nunca me preocupo com o futuro, muito em breve ele virá.”
E é capaz de ter razão…
Que venha o futuro, pior ou melhor, a natureza encarrega-se de equilibrar as coisas..