Arquivo de Maio, 2009

29
Maio
09

perfeição

ROSA_p&b

“Se o mundo nasceu de um acidente, de que é que serve a perfeição? Toda a perfeição que tentes é sempre inconsequente, a vida é a perfeita confusão… E tudo são coisas que acontecem…”

É bem verdade a lenga-lenga do Nuno Markl… Se tudo isto nasceu de uma explosão algures no tempo, onde somos apenas um grão de terra húmida que se espalhou pelo espaço, para quê a busca da perfeição, para quê ?!

Neste grão de terra húmida, a única coisa que se manifesta perfeita e equilibrada é a natureza, é óbvio. Tanto assim é que desde que a raça humana, esta raça cigana (apetece-me chamar raça cigana porque, na generalidade, só fazem é merda…) tem ameaçado tudo que é planta e animal que a natureza tem feito das suas… Vai-se vingando pouco a pouco… Reparem nos indonésios: é tsunamis, é sismos, e deve ser mais alguma coisa, mas estas duas chegam e bem! Ok, ok, há as crianças inocentes… De acordo. Eu só cá ando há meia dúzia de dias, mas pelo que reza a história sempre assim foi, paga o justo pelo pecador… Obviamente não sou insensível para com isso, mas por acaso acho que é a única falha da natureza… Quando uma comunidade de pessoas, um país, uma religião, a claque dos super-dragões, ou lá o que fosse, quando esta malta não soubesse conviver harmoniosamente, devia haver uma qualquer timina ou adenina, fosse lá o que fosse no nosso ADN que automaticamente tornava estes seres parvos (não há outro nome) estéreis. Sim, estéreis. Estéreis e sexualmente inaptos. Homens sem a dita pressão sanguínea aumentada, e as mulheres com dores nos rins por cada vez que abriam as pernas… Assim, estas pessoas não tinham direito à reprodução, ou seja, a paz imperava pois ninguém iria querer abdicar dos “prazeres” que a natureza proporciona, né?…. Talvez haja aqui algo hitleriano, mas eu prefiro chamar darwiniano… selecção das espécies!…

Agora pensando nos países ditos civilizados, repare-se no que a natureza trouxe… Depressões, stress, que levam a cada vez mais depressão e stress… As pessoas estão a chegar a um ponto mental crítico… basta abrirmos qualquer jornal, basta lermos os títulos… Mortes, crise, crise, mortos…. não passa disto… o que há a mais quase parece mentira e de desconfiar… é uma bola de neve… é um poço que vai ser difícil de sair…

Ninguém confia em ninguém, cada qual por si, e olhem lá o fulano que deixou a mulher, olhem lá a fulana que arranjou outro depois de se divorciar, olhem lá o casarão daqueles, parece que também andam metidos no pó, só pode!…

Será isto apenas em Portugal? É que se for torna isto ainda mais deprimente do que já é… torna mais deprimente porque vivemos cá e só dá vontade de sair e começar à chapada…

Sempre gostei da tecnologia, coisas novas e tudo mais… é engraçado. Mas apenas até um certo ponto.

O degredo da humanidade teve o seu maior acréscimo desde o século passado, altura em que a electricidade e tudo que é eléctrico começou a aparecer… Vivo da electricidade, foi nesta área que decidi laborar, mas sinto que este é o maior pau de dois bicos que existe!

Milhares de aparelhos são criados para “facilitar” a vida do homem… vai desde uma lâmpada ao mais moderno telemóvel… tudo facilita… aparentemente.

Repare-se, durante milhares de anos o ser humano teve tempo para pensar, pensava a longo prazo, começava a construir um mosteiro ou uma pirâmide para que tivesse pronta durante um reinado, um grande negócio podia demorar anos a fazer, plantava-se um pinhal para que as próximas gerações dele usufruissem, havia tempo, havia disponibilidade, havia força, havia também sacrifício e uma mentalidade mais forte…

Repare-se nas mudanças em menos de um século: queremos tudo para ontem, temos tudo rápido, temos tudo facilitado… mas estamos a perder a capacidade de pensar, estamos a perder a força, não temos qualquer capacidade de sacrifício (ai credo, sem telemóvel é que não saio de casa! – exemplo ridículo mas real), enfim….

Penso que se os monumentos que temos agora com alguns séculos de existência persistirem no tempo, as gerações que virão daqui a 500 anos irão continuar a admirar muito mais isso do que a porcaria que estamos agora a fazer… até porque o que fazemos agora não tem nada para admirar, prédios altos há em todo o sítio, e para mais os motivos da sua construção são que aquele arquitecto famoso (que levou um piparote bem cheio de massa) fez o projecto e porque aquela grande construtora conseguiu fazer a obra… Que história há nisto para recordar mais tarde??

Sei lá!…..

Como diria o nosso caro Albert, mais conhecido por Einstein, “Nunca me preocupo com o futuro, muito em breve ele virá.”

E é capaz de ter razão…

Que venha o futuro, pior ou melhor, a natureza encarrega-se de equilibrar as coisas..


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16
Maio
09

Alerta

miradouro

Há alturas do dia em quase se ouve o meu coração bater… É um bater em vazio que me faz estremecer…

A desocupação tem-me feito pensar demais na vida, pensar, pensar, pensar…. Um pensar inútil!…

Preciso de qualquer coisa positiva! Ou então preciso de uma vez por todas ver as minhas coisas positivas! Se calhar é isso mesmo…

A ferida que tenho dentro de mim ainda me inibe em demasia, qual a solução?? Não sei ao certo, mas tenho tentado procurá-la… Tenho investido em mim a nível profissional, tenho tentado ao máximo contrariar o meu sentimento, tenho tentado viver!…

Sei que é preciso paciência… O tempo fará as coisas acontecer e o facto de eu estar pouco a pouco a “levantar-me” penso que me trará dias bem melhores… A montanha russa irá estabilizar… As curvas e contra-curvas vão começando a ter mais visibilidade e deixando de ser menos perigosas e dolorosas…

E sobretudo tento estar alerta das oportunidades que me podem surgir… pelo menos em certas coisas… existem outras para o qual ainda não estou preparado… que venham quando for o seu tempo… cá estarei…

Que mais posso fazer? Como devo agir? O que devo pensar?

As respostas já começaram a aparecer, lentamente, mas é certo que tudo tem o seu tempo…

08
Maio
09

falsa partida…

2_meses_de_paisagem

E fui!

Era noite de carnaval e até correu muito bem…

Foi uma batalha conseguida. Mas não foi suficiente, a derrota nesta guerra era inevitável.

Uns meses depois aqui volto. Diferente, mais decidido, mais tranquilo. Quero ser EU!

O que se passou nestes meses teve tanto de difícil como de bom, terminou mal, mas terminou. Penso que é desta. Sinto que agora, e verdadeiramente, já NÃO te quero. Nunca mais.

Durante quase 8 anos esqueci-me do mais importante: de mim. E agora tenho todo o tempo do mundo só para mim. Por isso estou melhor. Estou melhor sem ti. Não sou obrigado a ver o teu olhar, que tão longínquo estava do meu.

Vivi 2 meses contigo, o suficiente para que tudo na minha vida desabasse. Mas como tudo que desaba, há que começar a reconstruir. E calha bem porque a construção antiga estava muito fraca.

Vai, não me procures nunca mais. Por favor.

O ano passado deixaste-me no meio do escuro, do nevoeiro, não sabia para onde me virar. Para mim não foi  fácil perceber o caminho, e claro, perdi-me. Mas hoje, sinto que a escuridão e o nevoeiro vinham do teu lado, e como ainda tinha esperança em nós, era para esse lado que estava virado. Este ano é diferente. Não te quero mais. Viro-me de costas para ti e vejo o sol, vejo alegria, vejo vida. É esse o meu rumo.

Sinto-me a subir um degrauzinho a cada dia que passa. Sei que vou demorar o meu tempo. Mas chegarei lá.

Vou hoje a uma festa onde estarão amigos, pessoas conhecidas, e quero divertir-me. Mereço. Preciso!

.

Será que quem me lia ainda voltará?




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